21 de março - Rússia: Nossa Senhora de Nowy Swierjan

O solo russo, calcado, trilhado pela Mãe de Deus

Sergei Bulgakov que, no auge da sua libertação do ateísmo, pediu ao Patriarca Tikhon para se tornar padre e foi ordenado, no dia de Pentecostes de 1918, publicou curioso diálogo, “O banquete dos deuses” na coletânea “De Profundis”, consagrada pelos teólogos e pensadores russos da Revolução. Leia-se:

O homem de letras: "Por que procurar entre os mortos aquele que está vivo? A Rússia está viva. Jesus Cristo a percorre, como outrora, sob a figura de um escravo, sem aparência nem beleza. (...) E a alma russa reconhece sua voz e, com inefável alegria, lança-se aos seus pés. Para além desta fé, desta esperança, não há mais nada em nós. O solo russo foi calcado pelos passos da Mãe de Deus”.

O errante conclui: “Um homem da minha família me contou que, em alguns dias de outubro (1917), enquanto rezava fervorosamente diante da imagem da Mãe de Deus, em seu coração ressoavam, de forma absolutamente clara, as seguintes palavras: a Rússia foi salva.

“(...) Sim, não devemos temer nada, em relação à Rússia, porque a Rússia foi salva pelo poder da Mãe de Deus. E isso, acredite, toda a Rússia Ortodoxa sente, claramente”.

Trecho da coletânea De profundis, sobre Serge Boulgakov, lançado em outubro de 1918, em Moscou, do qual só conhecemos dois exemplares no Ocidente. Ela foi reeditada em Paris, por Ymca Press, em 1967. O banquete dos deuses se estende da página 107 até a página 171.

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