12 de março - Espanha: Nossa Senhora de Guadalupe

“O que está acontecendo, meu filhinho, o menor dos meus filhos?”

Ao visitar o Santuário de Guadalupe, pode-nos acontecer o mesmo que sucedeu a Juan Diego: olhar a Mãe carregando nossos temores, dores, desesperos, tristezas, e dizer-Lhe: “O que posso lhe oferecer, eu, que não sou uma pessoa instruída?”.

Olhemos a Mãe, com olhos que dizem: “Há tantas situações que nos tiram a força, que nos fazem sentir que não há espaço para a esperança, para a mudança, para a transformação”.

E no silêncio, enquanto ficamos a contemplá-La, devemos ouvir mais uma vez o que ela disse a Juan Diego e que está a nos dizer, igualmente: “O que tens, meu filho, o menor de todos? O que é que entristece o teu coração?” (cf. Nican Mopohua, 107.108) “Porventura não estou aqui Eu, Eu que tenho a honra de ser tua mãe?” (ibid, 119).

Ela nos diz que tem a “honra” de ser nossa mãe. Isto dá-nos a certeza de que as lágrimas daqueles que sofrem, não são estéreis. Mas sim, uma oração silenciosa que sobe até o céu e que, em Maria, encontra sempre lugar sob o seu manto. N’Ela e com Ela, Deus faz-Se nosso irmão e companheiro de estrada, carrega conosco as cruzes para que não sejamos esmagados pelas nossas dores. 

Papa Francisco

Missa no Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, homilia do Papa, em 13 de fevereiro de 2016

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